<< voltar

Seminário de leitura Martha Nussbaum

Sem fins lucrativos: Por que a democracia precisa das Humanidades

livro

 Obra mais recente de Martha Nussbaum debate tendência de reduzir a educação a um processo de capacitação para o negócio.   Neste livro Nussbaum defende que devemos resistir às tentativas de reduzir o ensino a uma ferramenta do Produto Interno   Bruto,  e nos esforçar para conectar novamente a educação às humanidades, a fim de dar aos estudantes a capacidade de ser     verdadeiros cidadãos democráticos de seu país e do mundo.

 Abaixo alguns depoimentos sobre essa ação:

“Nesse texto, a autora buscar apresentar a importância de todo indivíduo ser um “cidadão do mundo”. Cada pessoa, bem como a cultura de cada país possui suas características próprias, o que não significa que tais particularidades não afetem o todo. Segundo Nussbaum, a economia global deixou os países ligados e isso vem afetar a cada cidadão, pois “nossas decisões mais simples como consumidores afetam o padrão de vida de países distantes que estão envolvidos na produção dos bens utilizados por nós” (NUSSBAUM, 2015, p. 80).  Nesse sentido, afirma que a escola tem um papel importante e urgente, onde deve desenvolver nos alunos a capacidade destes se perceberem membros de uma nação. É necessário conhecer a história de seu país como também de culturas diferentes da sua, para que possa ser capaz de pensar de maneira responsável acerca do futuro do conjunto da humanidade. Defende a ideia de uma educação voltada para a cidadania global e para que esse conhecimento seja construído de forma correta é fundamental uma postura responsável por parte do professor. Para Nussbaum, para ser um bom educador é preciso ensinar as crianças a perceber como a história é construída a partir de diversos tipos de fontes e provas e a aprender a avaliar uma narrativa histórica comparando-a com outras. Portanto, é preciso construir desde a base escolar a capacidade de cada um sentir-se parte do todo (NUSSBAUM, 2015).” ( Bolsista PIBID Rodrigo Antunes)

”Sobre o sétimo capítulo “A educação democrática na ofensiva” a autora afirma que  a educação para a cidadania democrática no mundo de hoje está se saindo muito mal. Por isso, devemos redobrar nosso compromisso com os elementos da educação que mantêm a vitalidade da democracia. O problema é que, nas escolas, as humanidades se encontram ameaçadas. Menos estudantes se formam em ciências humanas e um aumento de diplomados em cursos técnicos profissionalizantes. Muitos líderes políticos, no caso os dos europeus, reformulam a educação universitária, tanto o ensino e a pesquisa segundo um modelo voltado para o crescimento econômico. No caso da Índia, o descrédito pelas humanidades começou há bastante tempo. Outras disciplinas, como a filosofia foram enfraquecidas. No fim, diz o autor que as democracias. Neste contexto, segundo o autor, com a busca da riqueza, pedimos cada vez mais que nossas escolas produzam geradores de lucro competentes em vez de cidadão. Isso vai criar nações com uma população tecnicamente treinada que não sabe como criticar.” (Bolsista PIBID Wood Lubin)