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Ação: Estudo da mitologia grega – Escola Rômulo Zanchi

Entre setembro e outubro de 2016, começou-se a trabalhar o conteúdo “Mitologia Grega”.

Para desenvolver esse conteúdo, criou-se uma série de atividades.

A primeira delas consistiu em assistir o filme Fúria de Titãs, seguido de debate. Em segundo lugar, provocados, os alunos se organizaram em grupos, escolheram alguma narrativa mitológica grega, que tiveram que estudar, pesquisar, interpretar e verificar de que forma as ideias presentes nessas narrativas se manifestam nos dias de hoje.

Mito Zanchi 1

 

Por fim, eles representaram suas pesquisas em pinturas.

Mito Zanchi 3

 

Mito Zanchi 4

 

O resultado final foi uma exposição dos alunos.

 

 

Mito Zanchi 2

 

Como resultado dessa ação, o aluno Sidimar Pressi apresentou uma proposta de abordagem para o trabalho de Mitologia na Sala de Aula no evento ENALIC. Abaixo reproduzimos um resumo desse trabalho:

“Neste trabalho pretende-se tratar de uma proposta para o ensino do conteúdo de mitologia dentro do componente curricular Filosofia no ensino médio. A palavra mito vem do grego mithos e tem como um dos seus significados: contar, falar alguma coisa para os outros. Em geral, os mitos aparecem como narrativas para ilustrar um fato tido por “inexplicável” como, por exemplo, a origem do mundo, ou ainda para ensinar alguma “lição” moral como, por exemplo, a regra de que devemos dizer sempre a verdade. Na última versão disponibilizada da Base Nacional Comum Curricular, encontra-se o estudo do mito na Unidade Curricular 1 da disciplina de filosofia no ensino médio. Compreende-se que essa temática está localizada especificamente nesta unidade para cumprir com um determinado objetivo formativo dos educandos. Costuma-se identificar o surgimento da Filosofia como um embate entre aquilo que seria o pensamento religioso ou mítico e o pensamento racional (CHAUÍ, 2012, p. 29-30). Assim, como muitos estudiosos localizam o surgimento da Filosofia justamente na confrontação com o pensamento mítico, o tratamento, por exemplo, da mitologia grega apresentar-se-ia como um ponto de partida histórico para o início do ensino de filosofia: apresentar o educando à narrativa mítica significaria confrontá-lo com um método distinto daquele utilizado pelo filósofo. Queremos, contudo, explorar uma outra abordagem para trabalhar esse conteúdo em sala de aula. Nessa nova abordagem, apresentar-se-ia a mitologia, a qual não precisaria estar restrita à mitologia grega, a partir de sua importância na vida cotidiana, isto é, na medida em que o mito pode ser uma metáfora para entender, por exemplo, não apenas como um determinado comportamento humano começou a existir, mas também para ajudar os educandos a refletir sobre suas angústias, seus medos e suas perspectivas. Essa abordagem salientaria o papel dos mitos como sendo oriundos de uma realidade cultural extremamente complexa, a qual pode ser abordada e também interpretada através de perspectivas múltiplas e complementares. E, assim, ao invés de acentuar os pontos de dissonância entre a narrativa mítica e a narrativa filosófica, buscar-se-ia acentuar os pontos de concordância entre essas duas maneiras de buscar conhecimento e significar a experiência. É nessa perspectiva, que Eliade coloca: “O mito cosmogônico é “verdadeiro” porque a existência do Mundo aí está para prová-lo; o mito da origem da morte é igualmente “verdadeiro” porque é provado pela mortalidade do homem, e assim por diante” (2010 p.12). [...]”